Nota de repúdio pela execução de Marielle e Anderson: Quantos ainda precisam morrer?

Nós, do ICJ (Instituto Catarinense de Juventude), vimos por meio deste repudiar a EXECUÇÃO de Marielle Franco e de Anderson Pedro Gomes. Esta execução deles não é peça solta, faz parte de um projeto conservador de sociedade que mata todos os dias os mais pobres, que mata as mulheres, que mata os negros, que não respeita as diferenças, que mata aquelas e aqueles que ousam denunciar as injustiças e exclusões sofridos por milhares. Marielle foi executada por ser mulher, mãe, negra, pobre, militante dos direitos humanos.

Queremos nos comprometer enquanto ICJ a derrotar o extermínio da juventude negra e pobre e reafirmar nosso compromisso com a defesa da vida da juventude.

Reforçamos nossa posição de fortalecimento das Redes de Defesa e Proteção da Vida das Juventudes. Com isso, ainda em 2018, vamos propor em conjunto com outras entidades um Seminário Estadual com o tema “Juventude e Violência contra a Mulher”, como parte deste compromisso com a Vida juvenil, com a Vida da mulher.

A morte de Marielle é sinal de resistência em uma sociedade que preza pelo individualismo e que se afunda em um projeto conservador, autoritário, patriarcal, machista. É sinal de esperança pois ousam dizer que há possibilidade de mudança, que há sim mulheres e homens que acreditam e lutam por um outro mundo possível. Ousamos dizer, Marielle seu Sangue não foi derramado em vão!